domingo, 23 de setembro de 2007

Tarefa 5

Após a leitura do texto abaixo, redijam um breve comentário posicionando-se, contra ou à favor de seu conteúdo. Exponha, no mínimo, 3 argumentos bem consistentes num texto de, no máxim 15 linhas.
E lembrem-se de relacionar seus argumentos com suas impressões sobre as poesias digitais, eletrônicas e midiáticas que vocês já viram nas tarefas anteriores!
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Quem lê poesia é mais inteligente, por Rodrigo CapellaRodrigo Capella (*)
http://www.comunique-se.com.br
O leitor de poesia não é qualquer leitor. Ele é, na grande maioria das vezes, bem mais inteligente e sensitivo do que o leitor de prosa. Ler obras com começo, meio e fim é muito fácil e chega a dar tédio. O difícil e atraente é captar a essência, o dinamismo e o significado dos versos, compostos por diversas sintonias e linguagens.
Tudo isso faz do leitor de poesia um leitor mais exigente e participativo. Não é raro ele ser o primeiro a perguntar e questionar determinada questão que está sendo debatida em um evento literário. Não é raro, também, ele se levantar, ir na frente de todos e ler um pequeno verso que escreveu. O leitor de poesia é, portanto, um poeta, enrustido ou consciente, mas ele é um poeta. Um ser apaixonado por poesia e flexível aos movimentos contemporâneos. Diferente do leitor de prosa, ele consegue enxergar tendências, captar informações únicas e vivenciar momentos puros. O leitor de poesia também é um grande escritor. Machado de Assis, Hilda Hilst e o criador de Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle, por exemplo, escreveram e publicaram poesia. Quem lê poesia é um leitor exigente, que entra em contato com o poeta para questionar, dialogar e propor, exercendo a democracia, que está fortemente enraizada no conceito poético. Freqüentemente, passo por experiências desse tipo em eventos literários e debates sobre meu último livro, "Poesia não vende". Leitores de várias partes do Brasil perguntam e enviam e-mails.
O leitor de poesia é também um leitor sincero e transparente. Aplaude quando gosta de um trabalho, questiona quando se sente atordoado e lamenta quando suas expectativas não foram atingidas. É um leitor que odeia marketing, não gosta das superexposições de livros e foge das obras mais vendidas. Ele quer novidades, quer descobrir novos poetas e quer compartilhar os seus momentos.
Tudo isso faz do leitor de poesia um verdadeiro revolucionário, que não tem medo de sair ás ruas, ler boa poesia e promover encontros, a base de vinhos, palavras e sugestões. O leitor de poesia não teme o amanhã, sabe, aliás, que precisa ser parceiro do futuro e, que junto com ele, pode valorizar a poesia. O leitor de poesia não teme lutar contra a maré, não teme enfrentar o mercado editorial, não teme as conseqüências da valorização da poesia. Aliás, luta por isso a todo instante, a cada dia, como se esse fosse um objetivo de vida, a principal das conquistas. Sabe que enfrenta obstáculos diários, tem consciência de que essa é uma luta sem fim e sem retorno imediato. Mas, sabe também que tudo tem um começo, tudo precisa de poesia. É graças a esses sentimentos e a esses leitores que a poesia persiste e vive, livre, leve e solta, em busca de patamares mais altos, de representatividade e, principalmente, de público, fiel ou não, adeptos ou não, poetas ou não. O que importa é que a poesia seja lida, como se fazia antigamente nos bares, lares e escolas.

(*) Rodrigo Capella é jornalista, escritor e poeta. Seu livro "Transroca, o navio proibido", vai ser adaptado para o cinema pelo diretor Ricardo Zimmer. Informações: www.rodrigocapella. com.br
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5 comentários:

Helena Tostes disse...

Interpretar uma poesia é sempre mais difícil que interpretar um texto “comum”, seja uma história ou uma noticia, mas nem por isso quer dizer que aqueles que lêem poesias são mais inteligentes do que aqueles que não lêem, não existe nenhuma prova que concretize a afirmação que os leitores de poemas sejam mais sensitivos, sempre questionarem e etc.Acho que depende de cada um, somos bons em coisas diferentes, e por isso cada um é melhor em uma coisa, então não é possível afirmar que os que lêem poemas são mais inteligentes.

Unknown disse...

Corcordar com o Rodrigo é o mesmo que concordar que os poetas e os leitores de poesias possuem uma maior capacidade para interpretar um genero textual. O que é um absurdo, porque qualque um que queira é capaz de interpretar um texto. O que diferencia o leitor de poesia e o leitor de outros textos é o fato que os que leêm poesia possui um opinião critica mais "afinada" aos demais.

Unknown disse...

Aqueles que interpretam uma poesia sempre vão ter mais facilidade de interpretar um outro texto, mas isso não quer dizer que eles são mais inteligentes, pois qualquer um que tiver força de vontade e sentimento consegue interpretar uma poesia.

Unknown disse...

As pessoas que interpretam a poesia com facilidade, teram a capacidade de imterpretar outros textos melhor. Mais isto não significa que só as pessoas que interpretam a poesia conseguem interpretar muito melhor os outros textos.
Na minha opinião depende de cada leitor.

Silvane Gomes disse...

Parabéns professor Amílcar, pela inovação, pela coragem de inovar e pela disponibilidade em ensinar com qualidade. Abraço da amiga e professora.